Alessandro Souza Santos

35 anos - Publicitário

Era uma manhã ensolarada do dia sete de outubro de 2002. Na sala, o telefone tocava insistentemente, gritava! Levantei-me atordoado e sonolento. Atendi. Alô? Eu acabara de receber, violentamente, a notícia da morte da pessoa por quem me apaixonei pela primeira vez. A constatação da perda deste amor mudaria meu estado de ver e sentir o mundo em minha volta. A partir daí eu mergulharia, por dez anos, num período de luto interno. Sobrevivi. Estou aqui. O poder da arte me fez compreender a vida. A manifestação viva da energia de um novo amor me reconectou ao ato de inspirar, expirar, respirar… A dança cidadã do Próximo Passo me concede a liberdade a cada movimento incorporado. A mente reage, o corpo entende, transforma-se em substância expressiva. Um embate cognitivo, dançante, belo e complexo vibra. A cada ensaio, meu corpo testemunha a cura. A cada dor muscular, tônus adquirido. O equilíbrio, a vida em movimento constante. Tudo dança agora. Gratidão, Ivaldo Bertazzo.

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