Ana Elisa Cintra

60 anos - Arquiteta

Meu pai partiu há 13 anos. Assumi muitas responsabilidades.Em 10 meses estive no PS 6 vezes, suspeita de infarto, passava mal, tinha tonturas, no trabalho chorava e trombava com os móveis, exames todos normais.Um dia acordei chorando, não conseguia me controlar, o médico me orientou a procurar ajuda psicológica. Conclusão: depressão. Medicada não me sentia bem, reflexos e raciocínio lentos.Antes rotina de esportes agora só trabalho.Lutando contra minha inércia aos poucos voltei aos esportes e à dança e consegui me livrar dos remédios.Em fins de 2016, ora com problemas de família e trabalho, temia outra crise.Só quem passa pelo problema sabe o quão difícil é a luta diária contra a depressão.Surgiu então o “Próximo Passo”,muitas horas de dança, novo foco, a luz no fim do túnel.Atirei-me de corpo e alma.O grupo de pessoas na mesma situação emocional nos fez solidários para enfrentar esse novo desafio. Tantas vezes chegamos desanimados ao instituto mas, com certeza, sempre saímos em alto astral. É FATO, TUDO MUDA APÓS A DANÇA… podemos sim ajudar outras pessoas, mostrando a importância da dança contra a depressão. Obrigada a todos.

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